E falando em cérebro em desuso…

…temos a impressionante demonstração de despreparo tático e estratégico da polícia brasileira na adminstração totalmente fracassada do caso do sequestro da jovem Eloá Cristina Pimentel. É simplesmente inadmissível a maneira com que a polícia “cuidou” da situação.

A polícia cuidou ao máximo para não ter que matar Linderberg Alves, preferindo negociar o máximo de tempo possível, o que resultou na morte da ex-namorada do sequestrador e em um tiro na cara da amiga da vítima. Belíssimo trabalho.

Começando pelo básico:

– Desde quando o bem estar de alguém que está colocando a vida de duas pessoas em risco deve vir em primeiro lugar?

– Desde quando deixar um refém que foi libertado voltar ao cativeiro é algo que possa se chamar de tática?

– Por que diabos a polícia não invadiu aquele prédio por outros apartamentos, com janelas em pontos-cegos do sequestrator, e apinhou aquilo de escutas?

– Desde quando se negocia com desiquilibrado mental por mais de 24 horas?

– Por que diabos resolveram explodir a porta do apartamento?

O que eu não entendo é por que razão as centenas de alternativas e táticas existentes utilizadas no mundo inteiro nesse tipo de situação não foram aplicadas! Minha visão pessimista do mundo já imaginava que aquilo iria acabar mal, mas eu jamais teria como imaginar uma prova de incompetência tão apavorante quanto a que tivemos o desprazer de presenciar.

No final das contas, mais uma vez a preocupação com o bem estar dos criminosos resulta em dano à sociedade. A ex-namorada está morta, a amiga dela está com a cara demolida e o cara está preso. E logo devem soltar o cretino. A não ser que os presidiários resolvam resolver o problema que a polícia não resolveu e dêem cabo dele. Ainda assim, a única pessoa que teve sucesso nessa empreitada foi o próprio Lindemberg, que conseguiu sua vingança.

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2 Responses to “E falando em cérebro em desuso…”

  1. Cristina Says:

    Ai, Foguinho, que saudade de ti!!

  2. Menezes Says:

    Como disse um amigo meu: nada a ver matar a mina, mas alguma ela aprontou.

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