E com a reforma ortográfica possibilita-se, finalmente, que nenhum brasileiro saiba escrever. Genial!
Inclusão social na menos um
January 14, 2009 by foguinhoBem que podia ser sempre assim…
December 30, 2008 by foguinhoFazia algum tempo que eu não via Porto Alegre como está nestes últimos dois dias: vazia! Que saudade de ver a cidade assim! O trânsito fica melhor, o stress fica menor, e até o calor diminui. Por que não pode ser sempre assim?
Tirando raríssimas excessões (i.e. parentes e amigos), eu tenho plena certeza de que toda essa gente que não está por aqui simplesmente não faz falta nenhuma! Por que diabos simplesmente não permanecem pra sempre onde quer que estejam agora e nos deixam em paz?!?
Nestas horas eu fico feliz que minhas chatísses sejam coerentes. Por exemplo: eu não gosto de sol e de praia, assim como não gosto da horda de débeis mentais que é a gigantesca maioria no trânsito de Porto Alegre, e da inesgotável multidão de malas-sem-alça que atrapalha (e são sempre os mesmos, com o mesmo perfil, quer vocês – politicamente malas-sem-alça – aceitem ou não) em supermercados, festas, farmácias e toda e qualquer espécie de estabelecimento dos quais possamos vir a precisar. A coerência está no fato de que essas pessoas citadas acima gostam de sol, praia, música ruim, farofada na beira da praia, banho-de-câncer-de-pele, imundiciar toda e qualquer superfície perto de onde resolvam ficar parados mais de 13 minutos, e toda uma série de outras coisas que eu conscientemente odeio.
Nessas horas é gratificante saber o quanto as pessoas que eu não gosto gostam das coisas que eu odeio.
E me vem a pergunta: por que não mudamos as placas das estradas em volta e impedimos que esse bando de malas retorne? Ou mudamos a cidade de lugar? Ou a erguemos do chão como alguns castelos de filmes de fantasia medieval?
As vezes é mesmo um pé no saco não ser onipotente.
A Maldição dos Bolsos Furados
November 25, 2008 by foguinhoÀqueles desesperados de plantão que não conseguem mais dormir por causa da crise econômica mundial, minhas mais cínicas desculpas. Não tratarei sobre a crise, até porque além de não se falar em outra coisa, esse assunto é bastante chato.
Os bolsos dos quais pretendo falar aqui não são metafóricos. São bolsos reais, existentes nas calças da grande maioria dos homens adeptos ao guarda-roupa masculino default da Turma da Mônica, ou seja, jeans e camiseta. Essa mesma maioria de homens tem em comum o pensamento de que tudo que eles precisam para viver em sociedade pode facilmente ser distribuídos entre dois bolsos dianteiros e dois bolsos traseiros. E entre essa caralhada de coisas que insistimos em carregar nos bolsos, estão, nos bolsos da frente, nossas chaves de casa. E são elas as vilãs da história.
Quando tu é um cara que insiste em carregar as chaves de casa nos bolsos, e quando tu é um cara que não tem carro, é inevitavel que, cedo ou tarde, as desgraçadas leis da física te sacaneiem. Tu coloca a chave no bolso, caminha pra lá e pra cá por alguns meses, e então, em um belo dia, quando tá caminhando com uma pilha de papéis em uma mão e um café transbordando na outra, ocorre um grande motim e as moedas resolvem fugir todas juntas, em busca de um lugar à sombra do sofá mais próximo.
Bem… daí tu te liga que o bolso tá furado e inverte a organização dos bolsos. Põe algo maior no bolso furado, transfere a chave pro outro, e se sabota afu! Porque a chave vai furar o outro bolso também. E o peso das coisas que acabaram indo pro outro bolso já furado irão te proporcionar a deliciosa sensação de ter o celular curtindo uma de esquiador, perna abaixo.
Daí, como qualquer outra pessoa sensata, tu transfere tudo pros bolsos de trás. Põe celular e Sorine num bolso, cigarro e isqueiro no outro, e a chave na mochila. De castigo.
De noite tu chega em casa furioso com a calça, joga ela no cesto de roupa suja e esquece que ela existe. Pelo menos até vestir ela outra vez e lembrar que deveria ter mandado costurar aquela merda. Mas daí tu já tá atrasado pro trabalho, e é encarar a situação e distribuir as coisas nos bolsos da melhor maneira que der. Até naquele bolsinho inútil que fica na frente, na perna direita. Até ele vai ter que servir!
E o merda não serve. A cada passo, seja o que for que estiver naquela porcariazinha de bolso, parece que será expremido e arremessado longe como uma espécie de zarabatana involuntária. E lá pela metade da tarde tu já tá te perguntando se é uma idéia tão estranha assim grampear o bolso, ou colcar ele com dupla-face. No final do dia tu já quer costurar todos os bolsos das tuas calças de um modo que nenhum deles aceite que algo seja colocado nele, afim de que tu possa simplesmente remover da tua personalidade o costume de ter bolsos. Então tu chega em casa, joga a calça no cesto de roupa suja, e lá vai tu de novo.
E falando em cérebro em desuso…
October 20, 2008 by foguinho…temos a impressionante demonstração de despreparo tático e estratégico da polícia brasileira na adminstração totalmente fracassada do caso do sequestro da jovem Eloá Cristina Pimentel. É simplesmente inadmissível a maneira com que a polícia “cuidou” da situação.
A polícia cuidou ao máximo para não ter que matar Linderberg Alves, preferindo negociar o máximo de tempo possível, o que resultou na morte da ex-namorada do sequestrador e em um tiro na cara da amiga da vítima. Belíssimo trabalho.
Começando pelo básico:
- Desde quando o bem estar de alguém que está colocando a vida de duas pessoas em risco deve vir em primeiro lugar?
- Desde quando deixar um refém que foi libertado voltar ao cativeiro é algo que possa se chamar de tática?
- Por que diabos a polícia não invadiu aquele prédio por outros apartamentos, com janelas em pontos-cegos do sequestrator, e apinhou aquilo de escutas?
- Desde quando se negocia com desiquilibrado mental por mais de 24 horas?
- Por que diabos resolveram explodir a porta do apartamento?
O que eu não entendo é por que razão as centenas de alternativas e táticas existentes utilizadas no mundo inteiro nesse tipo de situação não foram aplicadas! Minha visão pessimista do mundo já imaginava que aquilo iria acabar mal, mas eu jamais teria como imaginar uma prova de incompetência tão apavorante quanto a que tivemos o desprazer de presenciar.
No final das contas, mais uma vez a preocupação com o bem estar dos criminosos resulta em dano à sociedade. A ex-namorada está morta, a amiga dela está com a cara demolida e o cara está preso. E logo devem soltar o cretino. A não ser que os presidiários resolvam resolver o problema que a polícia não resolveu e dêem cabo dele. Ainda assim, a única pessoa que teve sucesso nessa empreitada foi o próprio Lindemberg, que conseguiu sua vingança.
Introdução ao uso do cérebro 2
September 30, 2008 by foguinhoComo eu havia comentado no final do último post, agora passarei aos próximos dois tópicos deste assunto tão controverso. Por mais simples que possam parecer os enunciados, eles certamente compreendem mais problemas que os claramente explícitos.
- Ele é meu amigo?
Em uma primeira análise, a resposta a essa pergunta é: sim, ele é seu amigo. Porém, analisando a questão mais profundamente, podemos ser levados a acreditar que ele não seja. Afinal, esse mesmo cérebro que nos permite resolver, ou tentar resolver, as mais importantes questões da existência humana, é o mesmo cérebro que resolve distorcer as informações visuais mandadas a ele pelos olhos, baseado simplesmente em distorções da compreensão da realidade resultantes da falta de um manual de instruções impresso nas costas dos bebês. É o mesmo cérebro que resolve badernar as prioridades de nossas tarefas diárias de acordo com o nível de hormônios que nossas glândulas enlouquecidas resolveram embebedar ele.Mas isso não o torna ele menos útil. Assim como a grande maioria dos cachorros e dos novos browsers, o cérebro é capaz de aprender com a experiência (tá, nem todos. Mas vários deles). E quanto mais se usa o cérebro, mas fácil e rápido de usar ele é. E menos vezes ele te sacaneia.Claro que tem aquelas pessoas que parecem que estão sempre usando o cérebro pela primeira vez. Daí a capacidade de fazer merda é tão grande quanto a de resolver problemas. Tu não entrega uma furadeira pra quem nunca tocou numa antes porque sabe que a pinta vai fazer merda. Mesma coisa com o cérebro. Não espera que alguém que nunca usou vai saber usar, porque vai dar merda!
- Tem que pagar pra usar?
Bem, daí depende. Embora a maioria da pessoas insista em viver a utopia politicamente correta de achar que todo mundo tem a mesma capacidade, que não existe burrice e que o que muda são as oportunidades que cada um tem, a verdade é bem outra. Isso pode até ser bonitinho, mas tá errado. Os cérebros das pessoas diferem bastante. Alguns funcionam melhor, outros só servem pra equilibrar o cara enquanto caminha mesmo.E é exatamente a visão pouco democrática do altíssimo, expressa acima, que faz com que as vezes seja necessário pagar pra usar o cérebro. Quando se nasce com um cérebro capaz de grandes feitos do raciocínio, a vida é melhor (embora mais deprimente, já me desculpando pelo clichê), e muitas coisas podem ser resolvidas sem ajuda. Ainda assim, o cérebro não vai ser bom em tudo, ou pelo menos, mesmo que fosse capaz de ser, ele não vai ser treinado pra tudo. E é nessa hora que entra a grana.Quem nasceu com o cérebro meramente ilustrativo depende daqueles que têm um que funciona para realizar alguns serviços. E pra isso tem que pagar. Mesmo os que tem cérebros úteis muitas vezes tem que pagar pra usar o de alguém que seja melhor naquilo que precisa que seja feito. E não é errado pagar. Muito pelo contrário. Cérebro bom tem que ser valorizado. E a verdade é que não é. E é por isso que caiu em desuso.
Introdução ao uso do cérebro 1
September 25, 2008 by foguinhoÉ bastante claro, para qualquer pessoa que perca em média 3 segundos por mês analisando o mundo a sua volta, que a humanidade ruma velozmente de encontro à decadência absoluta. Não apenas os atentados constantes da medicina contra a seleção natural, mas também o esforço deliberado da humanidade para destruir não apenas os conceitos morais como também estéticos e culturais resultam na perda completa de significado da palavra evolução quando não associada à uma escola de samba.
Meu objetivo aqui é tentar diminuir a velocidade do cataclisma intelectual iminente, lembrando a todos não apenas o que é, mas para o que serve essa coisa semi-gosmenta e cinza que muitos só notam quando precisam de uma neosaldina. Vamos ao primeiro tópico.
- O que é?
O cérebro é um órgão do sistema nervoso central situado no interior da caixa craniana de diversos animais vertebrados, dentre eles, alguns seres humanos. Divide-se em hemisférios cerebrais e estruturas intra-hemisféricas. É cinzento, e segundo alguns estudantes de anatomia, fofinho e dá vontade de comer. Embora bastante grande (principalmente comparado com outros órgãos como o rim e o Casio SA 45) o cérebro muitas vezes é imperceptível.
- Para o que serve?
Além de uma série de funções peristálticas e automáticas (como digerir e clicar em links de atualização de informações bancárias) o cérebro humano tem uma função impressionante e muito pouco usada: pensar! Muito na moda na Grécia na época de Aristóteles e sua banda, pensar é uma capacidade cerebral impressionante que, embora as pessoas que acreditam que a vida é justa e que coisas politicamente corretas fazem sentido não concordem, difere de pessoa para pessoa.
É uma capacidade que permite que resolvamos problemas, não façamos cagadas, criemos coisas novas, inventemos formas mais simples e rápidas de executarmos tarefas diárias, e joguemos sudoku e xadrez.
O cérebro também é algo muito usado em empresas como adobe, apple e google, e por pessoas como Edir Macedo, Osama Bin Laden e Eduardo Menezes.
No próximo post trataremos dos tópicos: “Ele é meu amigo?” e “Tem que pagar pra usar?”. Um bom trabalho depois do expediente a todos, e até a próxima.
Maria do Rosário Prefeita ou Cadê o PT?
August 29, 2008 by foguinhoAntes de tudo gostaria de parabenizar os colegas publicitários pela estratégia muito bem desenvolvida para a campanha da candidata Maria do Rosário, da Frente Popular. Não existe nada mais inteligente do que admitir que qualquer ligação que se possa fazer de uma pessoa ao PT é totalmente nociva para as pessoas em questão.
Nenhum político que espere ser eleito gostaria de ser associado à estranha ligação do intestino do presidente à sua boca. Uma pessoa normal eliminaria tanta merda pelo ânus, mas ele insiste em fazer isso pela boca, diante de cameras de televisão. Mas gosto é gosto.
De qualquer modo, meu objetivo aqui é analisar a interessantíssima campanha da candidata Maria do Rosário. Comecemos por um dos VTs que andam veiculando:
No início a gente nem nota, mas se prestarmos atenção, tirando a estrela vermelha – que contém o 13, número dela nas eleições – não existe mais nenhuma outra alusão ao PT na campanha. Ela não fala no PT uma vez sequer, e PT não aparece escrito em lugar nenhum.
Lá vai a estrela vermelha subindo e subindo. Mas nem nela e nem no jingle, o PT é citado. O que é muito interessante quando logo depois isso é seguido por ela falando um texto em que diz “ter posição, ter lado”. E ela ainda diz, nesse mesmo tempo, que pode dialogar com a população com muita transparência. Claro. Com smart blur e outros efeitos de Photoshop nas peças impressas, sim. Mas transparência não é o caso.
Tem um dos filmes que eu não achei pra colar aqui em que ela diz que tem um agradecimento muito grande com Porto Alegre. É um desrespeito com a língua portuguesa, mas ainda subliminar demais para podermos notar sua associação com o partido do presidente.
O site foi o único lugar até agora em que encontrei um “PTzinho” tímido embaixo do logo da campanha dela. Porque mesmo a estrela que fica na barra do browser tem 13 dentro, e não PT.
De qualquer modo, o responsável por isso está de parabéns. É definitivamente uma ótima estratégia para um partido que, definitivamente, é líder em decepção de público. Muito bom!
Definição do Lula em relação à diplomacia
August 19, 2008 by foguinhoUm homem sóbrio que entra no banheiro e mija na pia.
O Futuro da Cultura Brasileira ou A Caminho do Fim da Ereção
June 26, 2008 by foguinhoDesde o dia em que, depois de me desenozarem do cordão umbilical, eu vim ao nosso complexo mundinho, a cultura brasileira ruma em toda velocidade lomba a baixo. Não que a noção algum dia tenha imperado inabalável sobre nossa culura, mas creio que estejamos finalmente cavocando no fundo do poço.
Creio que o início do fim talvez tenha sido com a criação do Aqui e Agora no SBT, quando pela primeira vez a Rede Globo resolveu nivelar por baixo. Daí foi uma queda vertiginal.
Em meio à caralhada de coisas que me preocupam em relação à nossa cultura, creio que a mais crítica ainda não foi notada por ninguém. O Brasil ruma ao fim da ereção nesta nação!
Quando eu era um piá de merda, era uma trabalheira ver uma mulher sem roupa. Tu tinha que roubar revistas do pai escondido, tentar ver as colegas trocando de roupa pelo buraco da fechadura e tudo o mais. Mesmo com o advento da internet, ainda tinha que ser esperto o suficiente pra pesquisar nos lugares certos.
Atualmente basta ligar a TV, a qualquer horário, em qualquer canal. Sempre tem uma bunda quicando. Barbada!
OK, isso facilita a vida dos adolescentes. O problema é que metade da nossa fissura e diversão em ver as minas peladas vinha da dificuldade. O estímulo vem do que tu não está acostumado a ver/usar/sentir o tempo todo. Ninguém jamais adoraria uma comida “x” se o cheiro dela estivesse o tempo inteiro no ar do ambiente. Do mesmo modo, se uma criança vê uma mulher pelada se mexendo como uma serpente desde os três anos, nunca ficará de pau duro por causa disso.
Isso claramente é um problema para as gerações futuras.
De qualquer modo, se eu nascer de novo, certamente não será no Brasil, portanto creio que não devo me preocupar muito. Mas fica o conselho pros pais: não banalise a mulher pelada na vida do seu filho! Ele pode sofrer terríveis consequências com isso.
